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Conheça o Canna Vine, o vinho feito com Maconha.
por Da Redação
Sim, é real. Existe um vinho dois em um. Em uma combinação surpreendente, o Canna Vine pode te deixar duplamente animadinho, já que é feito com infusão de maconha. É isso mesmo! Pela primeira vez na história, os produtores de vinho da Califórnia estão produzindo comercialmente vinhos com cannabis.
Mas antes de esvaziar a sua conta bancária para comprar um suprimento vitalício de merlot marijuana, existem algumas coisas que você precisa saber.
Primeiro de tudo, este glorioso vinho-ganja está disponível apenas no maravilhoso estado da Califórnia, já que todos os outros estados 420-Friendly - Washington, Oregon e Colorado - não permitem álcool infundido com a maconha. Em segundo lugar, para comprar este vinho você vai precisar de uma licença de maconha medicinal - que é liberada por médicos licenciados da Califórnia.
Por último, mas não menos importante, é melhor você estar preparado para gastar uma grana séria para por as mãos num exemplar destes. Meia garrafa de vinho com infusão de maconha custa entre 120 e 400 dólares - aproximadamente de R$ 390 a R$ 1200. Então, sim, se aventurar nas loucuras do vinho canábico pode não ser tão fácil como abrir uma garrafa de vinho regular e enrolar uns cigarrinhos verdes.
As informações são do Elite Daily.
Embriologia Humana: Você perdeu esta aula ?
por Da Redação
Você saiu e encontrou um homem, ficou muito interessada por ele, rolou química, as coisas esquentam e vocês decidem juntos que querem fazer sexo e fazem. Por razões que vão desde os 5% de falha dos anticoncepcionais, até uma emoção intensa no ato praticado, aquele orgasmo torna se uma situação que precisará ser discutida por ambos, mas que no final de todas as considerações, só um dos dois poderá decidir o que fazer: Abortar ou não Abortar, eis a questão.
Enquanto você analisa todos os prós e contras de uma gravidez que não foi planejada, existe uma série de acontecimento biológicos agindo dentro de você. Mas tudo que você sabe sobre isso é o que a sociedade moralista, patriarcalista, machista e religiosa te dizem: Aborto é assassinato!
O que realmente esta acontecendo dentro de você?
Após o contato do espermatozoide com o óvulo, leva se 30 horas para que aconteça a fecundação. A fecundação acontece quando espermatozoide e óvulo unem se para formar uma célula única que carregará em si características genéticas doadas por homem e mulher, estas características são conferidas através dos cromossomos.
A célula formada da junção do espermatozoide com o óvulo chama se ZIGOTO (não feto como querem fazer acreditar os provida);
Atravessando a tuba uterina em direção ao útero, acontece a clivagem do ZIGOTO, que se divide em duas células chamadas BLASTRÔMERO. Este divide se em 4 células, depois 8 e assim sucessivamente até formar a MÓRULA.
A MÓRULA então chega ao útero, recebendo em seu interior líquido da cavidade uterina que dividem na em duas camadas, uma interna e outra externa, a entrada destes líquidos força a formação de uma cavidade blastocística e neste momento, o concepto passa a ser chamado de BLASTOCISTO. A implantação completa se dá com 10 dias de gestação;
Por volta do 14°dia, o embrião apresenta a forma de um disco bilaminar;
No inicio DA TERCEIRA SEMANA acontece a GASTRULAÇÃO. Onde este disco será diferenciado de bilaminar para trilaminar, marcando o inicio da formação do corpo, ou morfogênese.
Neste período formam se 3 camadas de células: Ectoderma que é responsável pela formação do sistema nervoso; Mesoderma que é responsável pela formação dos tecidos conjuntivos cartilagem; Endoderma que é responsável pela formação do revestimento epitelial dos tratos gastrointestinal e respiratório assim como glândulas tireoide e paratireoide; timo; fígado; pâncreas.
O sistema nervoso começa a ter indícios de formação aos 18 dias de gestação, mas somente no final da quinta semana de gestação estarão formadas as estruturas que darão ORIGEM à maior parte do esqueleto axial (cabeça, pescoço e tronco).
O sistema nervoso continua se desenvolvendo durante toda gestação e após o nascimento também.
Bom, vamos às considerações sobre o processo descrito:
Podemos nos perguntar com base das informações acima: Ao término da fecundação temos uma Vida?
Bom para quem respondeu que sim, levanta se outra questão, como pode haver uma vida já formada se 14 ou 15 dias após a fertilização, o embrião pode dar origem a dois ou mais embriões?
Resposta: Um ser humano pronto não é capaz de formar a outro ser humano por divisão celular, ou podemos gerar outro individuo sem o processo da gestação? Não né. Mas um amontoado de células pode.
Outra observação importante é a de que é provável que embriões nunca passem de um amontoado de células, sabe por quê?
Resposta: Por que estima se que 50% dos óvulos fertilizados não alcancem a parede do útero sendo eliminados na menstruação.
Os gametas feminino e masculino são células vivas, programadas evolutivamente para constituir novos indivíduos, se uma célula com este poder fosse considerada origem da vida, teríamos um genocídio cada vez que um homem se masturbasse, pense nisso…
Se um óvulo fecundado realmente fosse considerado vida com todos os direitos morais, quantos filhos as pessoas enterrariam durante toda vida reprodutiva?
E se é uma vida, por que não há enterro e certidão de óbito para os pobres óvulos fecundados assassinados por alguma entidade etérea desconhecida, ou falhas no processo?
Perguntar quando começa a vida, pode receber inúmeras respostas, desde as de cunho religioso, até achismos variados, mas cientificamente falando, a resposta mais aceita no mundo é de que: A vida começa com a atividade cerebral.
No Brasil e no mundo existe consenso de que a vida tem seu fim quando no cessar das atividades cerebrais, por simetria a vida tem início quando há inicio das atividades cerebrais. E baseado nesta afirmação pode se concluir que um aborto realizado antes da formação do sistema nervoso, não trata se de interrupção de uma vida.
Ao afirmar que a vida tem inicio com a atividade cerebral o que queremos dizer?
O período fetal inicia-se a partir da 10ª semana pós-concepção e vai até o nascimento. Neste período os órgãos passam por um processo de crescimento e amadurecimento até atingirem condições de funcionamento, no final da gestação.
É neste período também que surgem os primeiros espasmos de atividade cerebral, porém esta atividade cerebral é ainda muito rudimentar e não confere ao feto todos os critérios de humanidade, esta formação estará desenvolvida, ainda que de forma incompleta por volta do 20º semana da gestação em curso.
Esta opinião não vai de encontro apenas com a comunidade cientifica completamente desvinculada da visão da religião, muitos teólogos cristãos a sustentam também. Joseph Fletcher, um dos pioneiros no campo da bioética nos EUA, por exemplo, “Fletcher acreditava que, para se falar em ser humano, é preciso se falar em critérios de humanidade, como autoconsciência, comunicação, expressão da subjetividade e racionalidade”, diz o filósofo e teólogo João Batistiolle, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
O que nos confere a caracterização de VIDA HUMANA não é a nossa forma, mas a nossa capacidade cognitiva, que é algo especifico da nossa espécie, nenhuma outra espécie tem neurônios capazes de produzir exatamente o que nos diferencia de todos os demais animais: O estado de consciência. É exatamente também este estado de consciência, que cessa junto com a atividade cerebral, que é considerada morte, determinando inclusive o desligamento de aparelho de manutenção artificial da vida, de seres humanos formados, com coração batendo, e mesmo que artificialmente respirando.
Com base de todas estas informações, fica a pergunta: Por que não abortar?
Verinha – Formada em Ciências Biológicas pela Universidade Ibirapuera – Especialização em Manejo e Conservação da Fauna Silvestre – Universidade de Santo Amaro.
Bibliografia:Schneider, Cinthia. APOSTILA DE EMBRIOLOGIA e GENÉTICA. Disponível em: http://www.sogab.com.br/apostiladeembriologiaegenetica.pdf
Próstata: Um guia fácil e certeiro para encontrá-la sempre.
por Da RedaçãoVocê sabe onde exatamente fica a próstata?Conhece a melhor posição para estimular a sua (ou a do parceiro)?
Nossa educação sexual é extremamente deficitária, a gente já sabe. A gente aprende como se fazem bebês, mas não aprende nada sobre como agradar o parceiro, ou como agradar a si mesmo. Como se sexo por prazer não fosse 99,99999% das transas que acontecem todos os dias.
Se o clitóris é um mistério para muitos homens (e muitas mulheres, infelizmente), mesmo estando razoavelmente exposto, não é de se surpreender que uma das grandes fontes de prazer no sexo anal, a próstata, seja uma interrogação ainda maior. Mas essa interrogação vai se transformar numa exclamação a partir de agora. Traduzimos a seguir o guia para encontrar a próstata que os sites Queerty e AdamMale criaram juntos. Agora é só praticar.
- PEGUNTAS IMPORTANTES:
I. Quando você é passivo, você sabe qual é a melhor posição para alcançar o máximo de impacto na sua próstata?
II. Você sabe exatamente onde fica sua próstata, e como se mover para que o pau do seu parceiro acerte-a no ponto certo todas as vezes?
III. ATIVOS, vocês sabem como usar seu pau para acertar a próstata do parceiro e fazer ele ficar feliz da vida?
Como assim você não consegue responder essas simples perguntas? Vamos fazer o seguinte? Vamos lhe apresentar um aquecimento para que você entenda o processo direitinho rs.
Primeiramente #ForaTemer segundo você vai precisar desolar um boy e leva-lo para cama. Ao menos pergunte o nome dele se desejar. Diga pra ele se deitar de costas (ou jogue ele de costas no colchão). Dê um travesseiro pra ele colocar atrás da cabeça (porque você é legal) e outro pra ele colocar debaixo da bunda (porque ajuda horrores). Chupe o pau dele (sim, o objetivo é a próstata, mas chupar o pau sempre é bom – pros dois). Segure-o pelas coxas e erga a bunda dele; use os cotovelos como apoio se necessário. Deite-se de maneira confortável (não precisa ter pressa!). Chupe o cu dele como se não houvesse amanhã e na dúvida, repita tudo, enquanto se lembra do mapinha a seguir:
Agora que você já sabe onde fica a próstata beije o boy na boca antes (sempre bom!). Passe lubrificante no cu dele e nos seus dedos (atenção: corte sempre as unhas, moço!). Aproveite e lamba os mamilos dele enquanto desce novamente (os dois de preferencia por favor!). Aperte e esfregue os mamilos dele com o polegar e indicador (para ele ficar mais relaxado). Enquanto brinca com os mamilos, brinque também com o cu dele com a outra mão, e então insira um dedo (beeeeeem devagar).
A próstata fica mais ou menos 7,5 cm para dentro.
Como ele está deitado de costas, você deve fazer um sinal de “chega mais”, com o indicador se dobrando para cima. Se seu parceiro for mais jovem, pode ser mais difícil encontrar a próstata, pois ela aumenta de tamanho com o passar do tempo. Mas não se preocupe, ela está lá.
A próstata tem uma textura um pouco mais firme que o resto dos órgãos ao redor do seu dedo – similar à textura da cartilagem do nariz (Você deve estar pesando: Caramba eu ja senti a prostata do boy enquanto eu dedava ele um dia.) Sim, provavelmente era.
Use toda aquela coordenação motora que você aprendeu na escolinha e continue atiçando o resto do corpo dele com a outra mão – mamilos, orelha, pernas, use a imaginação
Se você for bem dedicado, antes de meter você pode dar uma atenção ao períneo, a área entre o saco e o cu. Caso vá comê-lo de quatro, você fique acima da bunda dele para que você consiga meter de cima para baixo. A ideia é acertar a parte de trás da base do pau dele por dentro entendeu?
Não meta na horizontal se você estiver comendo ele de quatro, você não vai acertar a próstata dele assim e se ele estiver de frango assado, daí a intenção é curvar o pau para cima. Fica mais fácil se o travesseiro continuar debaixo da bunda dele Ok?
Dica extra: erga a perna esquerda dele com seu braço direito e meta debaixo para cima.
Se quiser repassar as lições de hoje em inglês, assista a seguir o tutorial feito pelo astro pornô Colby Keller.
Feminismo para homens: UM CURSO RÁPIDO.
por Da Redação
De homem para homem.
Algumas noções básicas e indispensáveis sobre feminismo.
Você é a favor ou contra o feminismo?
Você concorda que:
- Mulheres devem receber o mesmo valor que homens para realizar o mesmo trabalho?
- Mulheres devem ter direito a votar e ser votadas?
- Mulheres devem ser as únicas responsáveis pela escolha de suas profissões, e que essa decisão não pode ser imposta pelo Estado, pela escola nem pela família?
- Mulheres devem receber a mesma educação escolar que os homens?
- Cuidar das crianças deve ser uma obrigação de ambos o pai e a mãe?
- Mulheres devem ter autonomia para gerir seus próprios bens?
- Mulheres devem escolher se, e quando, se tornarão mães?
- Mulheres não devem sofrer violência física ou psicológica por se recusar a fazer sexo ou por desobedecer o pai ou marido?
- Tarefas domésticas são de responsabilidade dos moradores da casa, sejam eles homens ou mulheres?
- Mulheres não podem ser espancadas ou mortas por não quererem continuar em um relacionamento afetivo?
Se marcou sim em todas ou quase todas... Sinto afirmar mas... Você é pró-feminista!
(Naturalmente, praticar e viver e defender o feminismo não se resume a dizer "sim" a esses tópicos, mas já é um primeiro passo. Leia a versão original desse teste, criada por Cynthia Semiramis.)
(Cada um no seu lugar. Uns brincam, outros trabalham. Como deve ser!)
Feminismo é a busca por direitos iguais para as mulheres já o machismo é a dominação do homem sobre a mulher. Os dois termos não são, nunca serão, não podem ser análogos. É uma falsa simetria. é como reclamar de não haver um dia da Consciência Branca. (Explicando rapidamente a diferença: uma camisa "100% branco" é de profundo mau-gosto, ao mostrar quem está por cima celebrando sua hegemonia. "100% negro", por outro lado, é a celebração de uma identidade marginalizada tentando se afirmar contra todas as desvantagens inerentes no sistema.) O machismo, por definição, é antimulher mas o feminismo não é, nunca foi, nunca será antihomem. O inimigo do feminismo não é você, homem de carne e osso lendo esse texto, mas a estrutura machista da nossa sociedade.
Outro dia, um amigo me disse:
"O feminismo levado ao extremo é pior do que qualquer machismo".
Mas quando é que o feminismo foi levado ao extremo? Vocês já viram mulheres pregando discurso de ódio aos homens, dizendo que os homens não deveriam poder trabalhar, votar, assinar contrato? Nunca vi ninguém nem mesmo defender isso, quanto mais aplicar no mundo real.
Por outro lado, o machismo, em todas as suas vertentes, é aplicado todo dia, no mundo inteiro, em bilhões de mulheres. E, pior, o machismo mata.
Também tem gente que diz:
"Não sou machista nem feminista, sou humanista!"
Mas os três termos não tem literalmente nada a ver um com o outro: o machismo é um sistema de dominação, o feminismo é uma luta política por direitos iguais e o humanismo é o sistema filosófico materialista que coloca a humanidade em primeiro lugar — em oposição à deus e à metafísica.
Não é nem que são termos opostos ou coincidentes, mas se referem a áreas completamente distintas.
Seria como dizer:
"Não sou nem paulista nem canhoto, sou engenheiro!"
Portanto, falar que "as feministas são tão ruins quanto os machistas" só faz expor o machismo de quem fala.
A feminista mais radical não tem como ser pior do que o machista mais brando.
O feminismo não defende que homens e mulheres são biologicamente iguais, mas sim que devem ter direitos iguais.Muitas vezes, entretanto, só se alcança a igualdade ou equivalência de direitos justamente atentando para as diferenças. A expressão constitucional "todas as pessoas são iguais perante a lei" é mais corretamente interpretada se dizemos "tratar diferentemente as pessoas desiguais para que tenham acesso equivalente ao direito que a lei confere a todas as pessoas".
Afirmar que as feministas são tão ruins quanto os machistas é como dizer que vítimas que clamam por justiça são tão incômodas quanto as criminosas. A principal diferença entre o machismo e o feminismo é bem simples: o feminismo pode ter todos os defeitos do mundo, mas ele nunca matou ninguém. O machismo mata. Todos os dias.
Dez mulheres são assassinadas por dia no Brasil, colocando-o no 12º lugar no ranking mundial de homicídios contra a mulher. Uma em cada cinco mulheres já sofreu violência de parte de um homem, em 80% dos casos o seu próprio parceiro. Em 2011, o ABC paulista teve um estupro (reportado!) por dia. Na cidade de São Paulo, uma mulher é agredida a cada sete minutos.
Para os homens, não basta simplesmente não estuprar: é preciso não alimentar a cultura do estupro.
A violência contra a mulher não acontece num vácuo: ela é possibilitada por todo um contexto de piadas machistas, de objetificação feminina, de controle do corpo da mulher. Quem cria esse contexto somos todos nós, os homens. Somos todos cúmplices.
"Mas iuzomi? Os homens morrem muito mais vítimas da violência que as mulheres!"
Sim, em números absolutos, os homens são a maioria das vítimas de homicídio. A diferença é que quem está matando os homens são os próprios homens. Quando uma mulher sofre uma violência, o agressor é geralmente homem. Quando um homem sofre uma violência, o agressor quase sempre é um homem.
Com uma grande diferença: as violências que sofrem as mulheres geralmente são por ser mulheres. As violências que sofrem os homens nunca são por serem homens mas sim por serem homens pobres, por serem homens negros, por serem homens homossexuais, por serem homens trans.
O fato de os homens serem a maior parte das vítimas da violência não quer dizer que a violência não é machista. Quer dizer que, além de machista, ela é classista, racista, homofóbica, transfóbica. Enfim, outrofóbica.
Não minimize a dor da outra pessoa
Quando um amigo bate com o carro e se machuca gravemente, você...
- minimiza o acidente dizendo que milhares de outras pessoas batem de carro todos os anos?
- dá um esporro nele por não usar cinto?
- menospreza, dizendo, "ah, aposto que você estava correndo"?
- puxa a questão pra você, choramingando "pior fui eu que caí de bicicleta"?
Se você não faz isso com seu amigo que bateu com o carro (estaria indo rápido demais?), que foi assaltado na rua (será que deu mole?) ou que tem câncer de pulmão (quem mandou fumar?), por que fala coisas semelhantes quando as mulheres reclamam das muitas violências que sofrem?
Já vi muitas vezes: uma mulher junta toda sua coragem e determinação para falar e denunciar um estupro que sofreu e, imediatamente, diversos homens, consumidos por uma ansiedade latente para exculpar o estuprador, correndo para se colocar no lugar dele ("e se fosse comigo? e se eu fosse falsamente acusado de estupro?") mas incrivelmente nunca no lugar da vítima, começam imediatamente a não só minimizar a gravidade do crime mas a também buscar maneiras de transferir parte da culpa para a vítima: "deve ter provocado", "estava vestida de forma inadequada", "se colocou em risco porque bebeu", "não deveria ter ido à casa dele", etc etc.
Quando mulheres reclamam de cantadas de rua, essa violenta e invasiva objetificação pública de seus corpos, os homens respondem com variações de:
"Olha, essa coisa aí que você sente na pele e que diz que te incomoda e te apavora, eu, que nunca senti isso na pele, estou dizendo que é pura frescura sua, que isso não tem nada de mais!"
Machismo é isso: achar que você, homem, é quem vai determinar o que assusta ou não as mulheres. Que você sabe, mais do que elas mesmas, a verdadeira gravidade dos problemas que as afligem.
Se você nunca fez diálise e tem os rins perfeitos, não critique a pessoa que reclama de ter que filtrar o sangue todo dia.
Tenha empatia pela dor do outro — especialmente se for uma dor que você nunca experimentou e, teoricamente, nunca experimentará.
TESTE SEU MACHISMO
Imagine que você tem um grupo de pessoas e quer descobrir quantas são alérgicas a uma substância. Pois bem, você pinga uma gotinha na mão de cada uma. Quem reagir à substância, ficar com coceira ou inchaço, é porque é alérgica. Por definição. Ser alérgico é isso: reagir a essa substância.
Pensem no feminismo como essa substância.
Se você é exposto ao feminismo e fica com inchaço ou coceira na mão, se sente incomodado e patrulhado, precisa mudar seu modo de agir e de falar, então é porque seus modos de falar e de agir eram machistas. Machismo é isso. Não tem outra definição.
Se você acha que não, está em denegação. Mas a coceira na sua pele não te deixa mentir.
"Poxa, não sou machista! Até ajudo na casa!"
Estados Unidos, mesa grande, gente do mundo todo. O assunto: casa e filhos, homens e mulheres, machismo e feminismo.
Então, um dos brasileiros, cheio de orgulho, afirmou:
"Ah, eu sempre ajudo minha mulher com as tarefas domésticas."
Para sua enorme surpresa, a outra brasileira da mesa, casada com um holandês e morando há trinta anos no exterior, carimbou:
"Estão vendo agora porque eu sempre digo que o homem brasileiro é machista?"
O pobre brasileiro ficou transtornado. Não entendeu nada. Pensou até que fosse ironia. Que talvez ela não tivesse ouvido bem. Repetiu:
"Está falando de mim? Mas acabei de dizer que ajudo minha mulher em todas as tarefas da casa!"
"Pois é. Ao dizer que "ajuda", o que você está dizendo é: essa obrigação é só dela, mas eu, olha como sou tão legal e tão magnânimo!, até desço aqui do meu pedestal e… ajudo!"
E acrescentou o marido holandês:
"Lá em casa, nós dois dividimos igualmente as tarefas."
Estava eu na casa de uma amiga quarentona, profissional, independente, decidida. Passamos pelo quarto do seu filhão pós-adolescente, de barba e bigode, e ela vê sua toalha de banho embolada no chão. Vai lá, pega, estica na corda, e ainda comenta: "Tsc tsc, igual ao pai!"
Que coincidência!, pensei. E, como não consigo ficar calado, disse: "Você já considerou a possibilidade de simplesmente não pegar a toalha?"
"E quando ele chegar da universidade e quiser tomar banho, vai se enxugar com o quê?"
"Bem, é justamente esse o problema, não é? Você não está dando ao seu filho a menor chance de crescer um homem autossuficiente e organizado. Ele larga a toalha embolada no chão e, quando chega da aula, ela está pendurada, esticadinha e seca no box. É como se fosse mágica. Por que ele mudaria seu comportamento? Pra ele, a situação está perfeita e resolvida."
"Mas, Alex, se eu não catar a toalha, ele vai chegar em casa, vai direto pro banho, e ainda vai gritar de lá: ‘manhêêêêê, cadê a minha toalha?!’ E aí?"
"Por que não responder: ‘filhôôô, a sua toalha deve estar onde você deixou!’? Deixa ele se enxugar um dia com o tapete do banheiro. Molda o caráter e só faz bem."
Nossa sociedade machista e outrofóbica fala, existe, se perpetua através de nós, de nossos corpos, de nossa fala, de nossos preconceitos, da educação que todas nós, homens e mulheres, brancas e negras, ricas e pobres, damos aos nossos filhos e às nossas filhas.
Um casal meu conhecido obriga a filha adolescente a manter seu quarto pronto para receber visita do Rajá da Índia, enquanto o quarto do filho parece um depósito de lixo. Eu já sabia a resposta, mas perguntei mesmo assim. E responderam: "Ué, Alex, ele é menino! Não precisa ser arrumadinho."
Em outra família, o filho de dezesseis pode trazer quantas namoradas quiser e ficar trancado com elas no quarto, estudando filosofia estruturalista, apreciando sua coleção de selos búlgaros ou transando como coelhos — os pais preferem nem saber. Já a filha, de dezessete, não pode nem falar em ter namorados. (Ou, pior, namoradas!) Dizem o pai e a mãe: "Ela ainda é muito jovem, os homens dessa idade não prestam, só querem saber da mesma coisa!"
E tenho vontade de perguntar: "Se não fossem irmãos, você aprovaria o seu filho como namorado para sua filha?" Se a resposta for negativa, é caso de reconsiderar a educação que estão recebendo.
Infelizmente, a grande maioria das mães e dos pais que conheço educa seus filhos e suas filhas exatamente assim. O estupro talvez seja o pior exemplo: estamos há séculos ensinando as meninas como se vestir e como agir – para a segurança delas, claro! Mas talvez fosse a hora de ensinar os meninos como não-estuprar. Quando ensinamos nossa filha a não usar saia tão curta, não é que estamos perpetuando uma prática milenar patriarcal de controlar o corpo das mulheres! Nãããão! É porque queremos o bem delas, pôxa!
Mas, dentre esses pais e mães que controlam as saias das filhas com tanta ênfase e tanto afinco, quantos já usaram a mesma ênfase e o mesmo afinco para controlar os hormônios e os impulsos dos filhos? Para ter uma conversa franca e aberta sobre estupro e escolha? Para ensinar explicitamente aos seus filhos homens que uma mulher embriagada, drogada ou incapacitada não tem como dar consentimento legal e, portanto, que o sexo deve ser deixado para outra noite?
Filhos e filhas vão levar para toda a vida as lições de machismo prático e outrofobia concreta que seus pais e suas mães lhes ensinaram. Alguns talvez consigam, a custa de muito esforço pessoal, apagar e superar esses ensinamentos perniciosos. A maioria, entretanto, em breve repassará as mesmas lições machistas para seus filhos e filhas e, assim, estarão perpetuando a cultura do machismo, do patriarcado, da violência contra a mulher, da desigualdade de gênero, da outrofobia.
"Se as próprias mulheres são machistas, por que EU teria que deixar de ser?"
Sim, muitas vezes, infelizmente, as próprias mulheres são cooptadas pelo machismo e se tornam porta-vozes de seus piores preconceitos. A outrofobia é tão forte que coopta até mesmo o objeto de sua fobia. Entretanto, isso só comprova a gravidade e a urgência do problema: a mulher, quando se deixa infectar pelo machismo e se transforma em vetor da cultura machista, torna-se vítima e algoz, duplamente vítima.
É como se o Aedes aegypti não só transmitisse a dengue, mas também morresse dela.
"Feminismo é coisa de mulher"
Não é verdade sabe porque? A luta por direitos iguais entre homens e mulheres interessa a ambos os gêneros. Ao libertar as mulheres, o feminismo também liberta o homem da sufocante obrigação histórica de tomar sempre a iniciativa, de estar no comando, de ser o provedor, de ter que ganhar mais. O feminismo é antes de tudo uma luta por direitos humanos. A nossa espécie enquanto espécie não pode ir pra frente enquanto metade for escravizada pela outra metade.
Não diga às mulheres o que fazer. Nada pode ser mais intrinsecamente machista do que você, homem, mesmo ó tão pró-feminista e ó tão razoável, querendo dizer às feministas como devem se comportar. Que "seriam mais ouvidas se fossem menos agressivas". Que "deveriam ser mais dóceis". Que não entende porque estão brigando logo com você, que é tããão fofo, tão pró-feminista, tão amigo!
Se você, homem, a essa altura do campeonato, ainda se acha no direito de dizer pras mulheres como devem se comportar; se acha que cabe a você determinar qual é a melhor maneira do feminismo alcançar seus objetivos; se acha mesmo que é aceitável esse tipo de comentário ao mesmo tempo autoritário e condescendente, então, meu amigo, você não entendeu nada.
Mas tem conserto: fecha essa boca, abre esse ouvido. Para um homem, simplesmente ouvir as mulheres, sem interpelar grosseiramente nem minimizar as agressões sofridas, já é um grande, enorme, importantíssimo primeiro passo.
Nossa sociedade não se organizou sozinha, nem caiu pronta do céu: foi organizada por muitos homens (ênfase em "homens"), ao longo de muitos séculos, e obedece, em larga medida, aos interesses de quem a organizou – interesses muitas vezes conflitantes e contraditórios, pois a sociedade é fruto não de uma "conspiração a portas fechadas", mas de um longo processo social e político. No caso do Brasil, nossa sociedade foi engendrada por uma elite machista, classista, hierarquizada, racista, paternalista, hipócrita e autoritária, e continuamos funcionando de acordo com esse paradigma outrofóbico até hoje, mesmo que sob o verniz da democracia e do estado de direito.
Então, se todas as pessoas brasileiras magicamente deixarem de ser outrofóbicas mas as estruturas e instituições permanecerem inalteradas, essa nossa hipotética sociedade sem machistas e sem racistas continuará intrinsecamente machista e racista, e marcada pela mais profunda outrofobia, pela mais crônica desigualdade racial e de gênero.
Acredito nos bons sentimentos de todo mundo, mas não deixo de achar incrível que, mesmo ninguém sendo machista ou racista nessa nossa sociedade tão linda, o resultado final é que as pessoas brasileiras do sexo feminino ou de pele mais escura (e gays e trans* e etc e etc) sempre acabam se dando pior. A Outrofobia sempre vence. O baralho que herdamos já está viciado para beneficiar sempre um tipo específico de jogador. Não basta que os jogadores beneficiados simplesmente não trapaceem – pois, mesmo assim, vão continuar magicamente ganhando todas as partidas.
Agora que você leu um texto de um homem explicando para outros homens as noções mais básicas e rudimentares do feminismo, seu dever de casa para essa noite é... ler as mulheres! Existem sites excelentes que você pode e deve acompanhar, mantidos por escritoras, pensadoras, militantes e estudiosas que recomendo, como Lola Aronovich,Aline Valek, Cynthia Semiramis, Mary W., Marília Moschkovich, e diversas outras, além de blogueiras negras como Jarid Arraes e Djamila Ribeiro. Destaque especial para sites sobre femininismo interseccional e transfeminismo, tópicos explosivos, importantes e negligenciados do feminismo de hoje, mantidos por pessoas cuja militância admiro e que me ensinam muito sobre o tema todos os dias, como Hailey Kaas, Daniela Andrade & Juno Cremonini.
Agradecimentos especiais ao Alex Castro do site Papo de Homem pelo excelente texto. Obrigado.
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