A ideia do Blog é trazer assuntos do cotidiano como Cultura Pop, Comportamento, Música, Tv, Cinema, Curiosidades, Listas e Assuntos em Gerais. Aqui você vai encontrar também algumas facilidades em Downloads e Tutotiais. Ainda estamos nos adaptando e incluindo novos temas e links.
Entre sem bater na porta, pegue uma cerveja na geladeira e fique a vontade para ler nossos artigos, ainda tem uma ponta no cinzeiro.
Imagem do filme Suspiria, do italiano Dario Argento. Um filme de terror com um visual que vai encanta qualquer fã do Wes Anderson.
A Filmoteca Online foi criada há quase três anos com o objetivo de facilitar o acesso a filmes que estão fora do circuito comercial.
Um catálogo riquíssimo e com uma curadoria primorosa, com filmes de mais de 40 países. Porém, para conseguir ver os filmes você precisa criar um perfil no VK, uma espécie de Facebook russo (é rápido e vale a pena pelo catálogo de filmes) ou consultar outras formas alternativas de assistir aqui.
Que tal curtir alguns filmes que mostram versões alternativas ou mais “críticas” de eventos de história e atualidades? Ou aqueles que analisam a conjuntura brasileira mais de perto, proporcionando um olhar diferenciado para o espectador? Para quem vai fazer ENEM ano que vem é uma boa para ir bem na prova de Ciências Humanas, e, claro, na redação.
No (2012)
O filme conta a história do plebiscito que depôs Augusto Pinochet, em 1988, depois de 15 anos de ditadura no Chile. O filme apresenta os acontecimentos da época a partir do ponto de vista dos organizadores da campanha publicitária do “não”, que buscava influenciar o povo a votar contra a permanência do ditador no poder.
Em nome do pai (1993)
História real de quatro jovens irlandeses presos e acusados, injustamente, de organizar um ataque a bomba em um pub em Londres, sob o comando do IRA (Exército Republicano Irlandês), em 1974.
Quanto vale ou é por quilo? (2005)
O enredo produz uma analogia bastante forte de crítica social, em que compara o antigo comércio de escravos no Brasil à atual exploração da pobreza, usada como marketing de projetos sociais. Um capitão do mato captura uma escrava fugida, grávida, enquanto, nos tempos atuais, uma ONG instala um projeto superfaturado em uma comunidade carente.
A queda! As últimas horas de Hitler (2004)
A partir do ponto de vista da secretária pessoal de Hitler, o filme narra os últimos dias do líder, antes de seu suicídio e a derrota alemã. O relato pessoal da moça traz uma nova visão aos acontecimentos finais do Terceiro Reich e à própria personalidade do führer.
Adeus, Lenin! (2003)
Após um ataque cardíaco que a deixa em coma por vários meses, a mãe de Alexander (Daniel Brühl), seguidora fiel do socialismo na Alemanha Oriental, não vê a queda do muro de Berlim. Quando ela acorda, seu filho decide poupá-la do susto de ver que o regime comunista terminou, para evitar que tenha outro ataque, e faz de tudo para fingir que tudo está como antes.
Persépolis (2007)
Animação baseada no livro de memórias de Marjane Satrapi, Persépolis conta a história da autora durante a infância na Revolução Islâmica no Irã. Filha de pais modernos e cultos, Marjane vê seu mundo mudar completamente com a queda do xá, e acaba enviada ao exterior pelos pais para proteção.
Eles não usam black-tie (1981)
Em 1980, um jovem operário descobre que a namorada está grávida e decidem se casar. Seu pai, antigo militante sindical que fora preso várias vezes durante a ditadura, adere a uma grande greve da categoria metalúrgica. O filho, preocupado com o casamento, acaba furando o movimento e criando conflito com o pai.
Diários de motocicleta (2004)
O filme conta a história de Che Guevara antes do revolucionário: ainda um jovem estudante de Medicina na década de 1950, decide viajar pela América do Sul, onde testemunha uma série de injustiças sociais que, mais tarde, o levariam a entrar para a luta armada.
Que horas ela volta? (2015)
O mais recente da lista: a empregada doméstica Val (Regina Casé) recebe a filha, vinda de Pernambuco, na casa dos seus patrões em São Paulo. A chegada da moça introduz uma série de questionamentos sobre a posição social das domésticas, a exploração do trabalho e as fortes mudanças sociais que vêm acontecendo no Brasil dos últimos 10 anos.
O som ao redor (2012)
Uma empresa amadora de segurança começa a oferecer seus serviços em um bairro de classe média do Recife, trazendo tanto tranquilidade quanto tensão. Em uma realidade nova, marcada pelos altos muros e a ascensão aquisitiva das classes baixas, passado, presente e violência se entrecruzam na rotina do bairro.
Apocalypse Now (1979)
Na Guerra do Vietnã, um capitão do exército americano recebe a missão de encontrar e matar o comandante das Forças Especiais, Coronel Kurtz (Marlon Brando). O coronel, que aparentemente enlouqueceu, reuniu um exército próprio e escondeu-se no meio das selvas do Camboja.
Barbara (2012)
Uma médica na Alemanha Oriental tenta tirar um visto para sair do país, em 1980. Como punição, ela é transferida para um pequeno hospital no interior do país. Vigiada pela polícia do regime, vista como estrangeira pela população local, Barbara ainda esconde o plano de fugir para outro país.
O labirinto do fauno (2006)
Ao fim da Guerra Civil Espanhola, a família de um oficial fascista muda-se para uma região montanhosa ao norte de Navarra, onde ainda resistem alguns rebeldes. A pequena Ofelia (Ivana Baquero) faz amizade com a cozinheira da casa, que secretamente ajuda os rebeldes. Enquanto isso, descobre um misterioso labirinto de fantasias nos jardins da casa.
O último imperador (1987)
A história do último imperador da China, Aisin-Gioro Puyi, capturado pelos soviéticos na Segunda Guerra Mundial, considerado criminoso de guerra e destituído de sua posição.
Super-heróis e cultura africana sempre combinaram muito bem – não é para menos que existem tantos personagens mundialmente famosos e amados originários dessa fórmula. Mas a verdade é que a cultura africana é tão rica, que há muito mais a se explorar. Seguindo essa ideia, o diretor e roteirista Nosa Igbinedion resolveu lançar “Oya – Rise Of the Superorisha” (Oya – A Ascensão do Superorixá), apresentando orixás como super-heróis.
Sinopse:
O primeiro filme de super-heróis africanos contará a história de Oya, a única deusa orixá que ainda possui vínculos com os humanos mesmo quando a maioria da humanidade já abandonou o culto aos orixás, e Ade, uma das poucas mulheres que ainda possuem ligação com os orixás. A missão de Oya é encontrar uma garota capaz de abrir o portal entre os humanos e orixás, para que o mundo não caia em desgraça. Entretanto, uma série de inimigos que usam a religião de forma deturpada tentam lhe impedir. Ade é a mulher que possui a capacidade única de se transformar em Oya, a deusa guerreira – e dela recebe a missão de proteger os inocentes. Para cumpri-la, precisará encontrar a chave para manter fechado o portal que separa o nosso mundo do mundo dos orixás. Prepare-se para explorar o mundo dos orixás nesta aventura mística cheia de ação.
Mesmo estando no século XXI, mesmo tendo passado por várias revoluções sexuais, o sexo ainda é um tabu! E isso não é diferente quando falamos de cinema. O sexo sempre esteve presente nas telonas, mas na maioria das vezes, é tratado com preconceito. Ainda mais se forem cenas reais.
O que nos salva (como sempre) é o cinema alternativo. Normalmente, são realizados com orçamento independente ou com produtoras ousadas. E isso faz toda diferença, pois dá mais liberdade aos diretores e roteiristas de incluir cenas “sem-a-menor-vergonha”. Vale salientar que, isso não faz desses filmes obras vazias ou meramente pornográficas.
A seguir confira uma lista com filmes para deixar qualquer cabeça latejando.
Shortbus – 2006
A trama tem um club nova-iorquino como fio condutor, onde os frequentadores tem a liberdade para fazer o que bem entenderem. O lugar é como uma casa para os “excluídos”(LGBTs, gordos, idosos, artistas, etc), mas todos são bem-vindos. Personagens como uma terapeuta sexual que nunca gozou, uma dominatrix solitária e um homem em depressão, trazem à tona suas manias, taras e problemas sexuais. BEM EXPLÍCITO! Lindo, gostoso e ainda muito sensível. <3
Curiosidade: Nas cenas na sala de orgias, a equipe técnica do filme também ficou nua, para que os atores se sentissem mais à vontade. I like it. (=
Anticristo - 2009
Lars Von Trier é um depravadinho de marca maior. Esse filme tinha tudo para me ganhar, mas só conseguiu que eu passasse metade da sessão cobrindo o rosto, com medo do que poderia vir (sou medroso mesmo =~~). Começa com cenas de cair o queixo. Lindas. Sexy, mas intrigante. Fotografia foda. Mas depois, entra numa vibe filme de terror com tesouras, masturbação e machados. Vai encarar?
Os Idiotas - 1998
Mais uma vez, um filme do Lars Von Trier. Nesse, os personagens agem como deficientes mentais na tentativa de atingir a total liberdade. Eles acreditam que sendo “idiotas”, conseguem ser totalmente espontâneos, pois não precisam obedecer regras do cotidiano. Na cabeça deles, não obedecendo regras de bons costumes, pode-se pedir tudo de presente de aniversário. Até umgangbang.
Ninfomaníaca - 2013
Volume I
Volume II
Esse foi um dos filmes mais esperados de todos os tempos, concordam? Todos que já viram algum filme do Lars Von Trier (Dogville, Dançando no Escuro, Melancolia,…) sabem o quanto esse diretor é ousado. Daí ele me aparece em 2012 fazendo a campanha de marketing com esse título e esse elenco. Eu faltei enlouquecer de curiosidade. E não apenas um filme, mas DOIS! Sim, caro leitor. As perversões da John, a personagem principal, não ficaram resumidas em apenas 1h58min, mas em 04h01min. Minhas considerações: tenso, foda (nos dois sentidos) e precisa assistir os dois. Apenas. Vlw flw.
Interior. Leather Bar. – 2013
Antes preciso falar do filme de 1980 que tem o Al Pacino como protagonista, chamado Cruising. A história é sobre um policial hétero (Al Pacino) que investiga o caso de um serial killer que mata seus parceiros sexuais. A trama começa a ficar interessante quando o policial se infiltra nos lugares onde o assassino frequenta: bares gays, onde os habitués estão vestidos em couro ou pouquíssima roupa, e onde o sexo é livre. Eu comentei sobre ele, pois Interior Leather Bar é um documentário sobre esse filme. Na época, ele teve cenas censuradas por serem de sexo explícito. E eis que James Franco (fiu-fiu), teve a brilhante ideia de refilmar essas cenas e também o processo de produção. O resultado são cenas de um submundo gay dos anos 80, intercaladas com um making of, no qual não se sabe se os atores estão atuando ou não.
9 Canções - 2004
Ou seja, não se preocupe em entender o filme. Dá o play e deixa o clima esquentar. Você vai ter boas cenas para se estimularem e ainda uma boa trilha sonora. ♫ Se você gosta de rock n´roll, sexo e Londres. Assista. O filme mostra a relação amorosa entre Matt e Lisa, transando bastante (e mostrando tudo). Entre uma cena e outra, apresentações de bandas hipsters bacanudas como Dandy Warhols, Super Furry Animals, Primal Scream, Franz Ferdinand e Black Rebel Motorcycle Club. Para você meu amigo roqueiro, ver com a sua gatinha roqueira.
Um Estranho no lago - 2013
Um dos filmes mais intrigantes que vi ano passado. O diretor conseguiu fazer um thriller psicológico sem pudores sexuais num ambiente estritamente gay. O filme se passa numa praia de pegação na França. O personagem principal, Franck, se atrai loucamente por um bonitão assassino, Michel. O intrigante é que Franck vê a cena do bonitão matando o namorado afogado, mas mesmo assim não consegue evitar a atração e vai atrás dele. Franck parece ter uma fixação por Michel, assim como os frequentadores parecem ter uma fixação pela praia. Então. Tenso. Mas um tenso excitante.
Ken Park - 2012
Um dos mais explícitos, intensos e complexos da lista. Quando eu assisti esse filme no cinema, só conseguia pensar uma coisa: GRATUITO. Sabe, “to mostrando por mostrar”? Mas ao reassistí-lo recentemente, mudei de opinião. Larry Clark é o mesmo diretor de Kids. Um filme que fez um barulhaço na década de 90 por mostrar um grupo de jovens americanos, suas vidas sexuais e ainda falando sobre AIDS. Ken Park segue uma linha parecida. O filme narra os problemas de 4 amigos que são bem próximos, envoltos em casos bizarros. Shawn tem um caso com a mãe de sua namorada, Tate vive brigando com os avós e gosta de se masturbar com uma gravata amarrada na maçaneta da porta, Claude é abusado pelo padastro e tem uma mãe que não o defende, e Peaches, uma jovem que como outra qualquer, quer transar mas tem um pai muito religioso. No fim, a “paz” é encontrada no sexo. O mais legal tanto em Ken Park como em Kids é a proximidade e intimidade que o diretor tem com os jovens. O filme incomoda, mas vale assistir.
Lúcia e o Sexo - 2001
ATENÇÃO: Se você gosta do cinema europeu. Essa é A INDICAÇÃO. Lorenzo é um jovem escritor que está se preparando para o seu segundo livro, quando se depara com uma declaração de amor de uma fã. Ela diz que está viciada em seu primeiro trabalho, apaixonada por ele e quer passar o resto da vida ao seu lado. Por mais estranho que seja receber uma proposta dessa de uma pessoa que você acabou de conhecer, ele aceita e os dois engatam num romance regado a sexo (obviamente). A partir daí se desenrola uma história que se eu contar vocês não acreditam. Antecipo apenas alguns detalhes: morte, uma atriz pornô, ereção na lama e uma ilha com buracos mágicos. Tudo isso envolto numa trama ligada pela literatura(<3). Assim temos a ideia de um roteiro maluco, mas o filme é um drama, supersensível e bem bonito. INDICO DE-MAIS.
Obs: A Paz Vega, atriz que interpreta a Lucía, é uma gata!
The Brown Bunny – 2003
Este filme mostra a trajetória de um homem (Vincent Gallo) solitário e triste vagando pelas estradas dos Estados Unidos. Ele passa praticamente todo o filme dirigindo um furgão preto em direção a California. Pelo caminho encontra algumas mulheres, todas com nomes de flores (Violet, Lilly, Rose). E este parece ser o único motivo de atração por elas. Aos poucos vamos entendendo o porque dessa tristeza toda. O motivo: um amor perdido, chamada Daisy. E este amor é, ninguém mais ninguém menos, que uma das atrizes mais hypes do cinema alternativo, Chöe Sevigny. É justamente com ela a cena explícita. Cena que lhe causou problemas. A indústria ficou de frescurinha e a “barrou”de alguns projetos(PURITANOS!). O filme é lento, com poucos diálogos, mas rende boas imagens e uma trilha sonora tão triste quanto bonita.
Obs: Senti um egocentrismo do Vincent Gallo. Ele dirigiu, fez câmera, foi diretor de fotografia, editor e protagonista. Egocentrismo ou baixíssimo orçamento? Risos.
A História de Richard O. - 2007
Um dos atores franceses de maior renome atualmente, Mathieu Amalric, é o protagonista deste filme. Para vocês terem uma ideia, ele atua em 007 – Quantum of solace, Grande Hotel Budapeste, Munique, O Escafandro e a borboleta e Maria Antonieta. To falando isso para provar que bons e famosos atores podem ousar em cenas de sexo e ainda assim manter o reconhecimento profissional. PALMAS PARA O CINEMA FRANCÊS, POR FAVOR!? Nisso não há o que se discutir. Richard está desiludido com sua ex-namorada, mas ainda a ama. Para tentar esquecê-la, se aventura sexualmente com várias parceiras com a ajuda de um assistente, um homem que parece ter 2 metros de altura. O altão faz entrevistas com essas mulheres. Nas entrevistas, elas falam quais são as suas taras, como gostam de serem tratadas como putas ou “violadas”. Isso acaba servindo de dica para o nosso protagonista. Tem uma super vibe de filme de arte.
Batalha do Céu - 2005
Carlos é motorista da casa de Ana desde que ela é muito pequena. Os dois tem uma relação próxima. E por próxima eu quero dizer: sexual. Ela trabalha como garota de programa em um prostíbulo e Carlos parece ser o único a saber disso. O que rola é que, ele e a esposa roubaram um bebê, que por algum motivo não explicado no filme, acabou morrendo. Ele confidencia essa informação a Ana, que o pressiona a contar o que houve a polícia. A partir daí, se desenrola uma história de ciúmes, religiosidade, sexo, família e assassinato. Tudo sendo mostrado sem muito pudor e com uma realidade que incomoda. Já não bastasse o roteiro dramático, as imagens não são bonitas. Ou seja, é um filme que se basta em uma trama interessante, com alguns planos bons. E são em alguns desses planos interessantes as cenas de sexo explícito. Que eu, pelo menos, achei nada excitantes.
Obs: Se você não é assim tão ligado a filmes de arte, nem procure.