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5 Novas apostas para a Música Mainstream Brasileira.

Após o surgimento de Anitta o pop brasileiro feminino cresceu muito no país, surgindo cantoras de todos os lados como Ludmilla e Lexa e podemos arriscar também a Karol Conka que já se jogou no Mainstream a algum tempo como vimos nos últimos singles. Trouxemos uma lista de novos rostos não só do Pop e do Pop Fnk como do Rap e do R&B brazuca para você já ir se adaptando. Algumas irão para frente, outras ficarão esquecidas, e algumas estão na estrada a algum tempo.


Duda - Natural de Teresópolis (RJ), Duda descobriu o talento para a música aos 6 anos. Na adolescência, participou de um concurso de calouros mirim em sua cidade e conseguiu o primeiro lugar. “Daí, tive a certeza de que poderia ser uma cantora profissional e investi no meu sonho”, conta Duda, cujas influências são cantoras como Beyoncé, Rihanna, Alicia Keys, Ivete Sangalo. Com 51kg distribuídos em 1m64, olhos verdes e cabelos pretos, a cantora Duda, de 24 anos, é a nova aposta da gravadora Universal e chama atenção pela semelhança com Nicole Scherzinger, líder do grupo PussyCat Dolls. “Ela é uma inspiração para mim. Tem um lado bem sensual no palco, mas não é vulgar. Algumas pessoas citam a semelhança e me sinto honrada. Acho ela linda e sexy demais” Escute o EP clicando aqui.  




Lary - A  nova aposta da empresa de gerenciamento artístico K2L (aquela que lançou Anitta e depois Lexa) é a novata de 23 anos que lançou recentemente seu primeiro single e clipe. Ela é cantora e compositora e é sempre muito focada em seus compromissos, vem se dedicando ainda mais aos ensaios, além de se entregar por inteiro as aulas de canto, dança e interpretação que fazem parte de seu dia a dia. A cantora possui a referência de artistas como Ivete Sangalo, Ludmilla, Anitta, Beyoncé e J-Lo para a construção de seu estilo artístico. Parece que a dedicação esta surtindo efeito pois assisti algumas apresentações ao vivo e ela manda muito bem.





Gringa - Ela nasceu Annelise, depois virou Isi e hoje é GRINGA, a nova promessa da pop music no país. Uma cantora que surge trazendo um repertório em português com o beat e a pegada da american music. Desde pequena sonhava acordada com uma vida musical e teve seu encantamento ainda mais aguçado quando o pai lhe presenteou COM um DVD do Michael Jackson. “Achava aquilo incrível! Nada fazia eu me divertir mais do que vê-lo. Eu sabia de cor e salteado todos os detalhes, a ordem das músicas, o figurino, o elenco, a melodia, o refrão”, diz. Em breve ela lançara o primeiro EP, que leva seu nome e traz produção assinada por JayKay, com cinco músicas dançantes na pegada do hip hop, do pop, da música eletrônica e do R&B.
A inspiração das batidas veio de nomes que Gringa curte ouvir e que tem tudo a ver com seu estilo musical, como Tinashe, Cassie, Mila J, Rihanna, Jasmine V, Mýa, Justine Skye, Sevyn Streeter, entre outros artistas da cena. As músicas falam de relacionamento e também do universo feminino, com letras sobre independência e empoderamento. 




Iza - A Warner Music tem em suas mãos grandes cantores nacional, como Anitta, Ludmilla e Biel. Mas a nova aposta deles é Isabela Lima, conhecida como IZA, que foi oficialmente contratada em maio deste ano pela empresa gerenciadora de carreiras. A cantora, que é carioca, canta desde criança e aos 14 anos de idade começou a fazer shows para a igreja que frequentava. Com um carisma e talento sem igual, IZA logo ganhou o mundo e seus vídeos no YouTube chamaram a atenção da gravadora, que não perdeu a chance de fazer o convite. Seu cover para “Flawless” de Beyoncé e “Rude Boy” de Rihanna apresenta mais de 200 mil visualizações em seu canal. A cantora usa seu talento para propagar o discurso do empoderamento feminino e negro, e em breve, com o lançamento de faixas inéditas, isso estará bastante presente em sua carreira que ainda “engatinha”, mas cresce de forma rápida. Com forte influência do jazz e da música negra americana, os empresários da cantora estão criando um repertório bem jovem para atingir a massa. As inspirações da artista não deixam dúvidas de sua visibilidade de mercado e influência: indo de lendas como Lauryn Hill, Tina Turner, Diana Ross e Stevie Wonder até mesmo cantoras que fazem grande sucesso atualmente como Beyoncé, Rihanna e Tinashe. 




Lay - Moda, punk, rap, empoderamento feminino e muita atitude. Essas são apenas algumas das palavras que podem ser utilizadas para tentar definir um pouco o som de Lay. Seguindo a onda anos 90, a cantora se inspira em Foxy Brown e Lil’ Kim. Na adolescência, foi punk e também teve um pé no reggae. “Eu sempre fiz um mix de tudo que eu gostei, você olharia para mim e falaria ‘pô, essa menina deve curtir um rock, mas não é só isso.”   

A começar pela pluralidade que ela carrega em si mesma: é rapper, trabalhou com moda, escrevia poesia feminista – que hoje foi transformada em música e é uma camaleoa, esta sempre om um visual diferente a cada semana. E junte a tudo isso a atitude punk da garota. O som do primeiro EP é uma mistura de rap com influências do dancehall reggae, e mistura temáticas relacionadas com sua vida. Além disso, o EP conta com um beat do carioca Nox e a participação do Flow MC. Iremos falar mais dela mais pra frente.


7 cantoras dos anos 70 que você precisa conhecer

Cátia de França


O Brasil conta com mulheres talentosas em todas as áreas, e com a música não é diferente. No entanto, com o passar dos anos, alguns nomes e seus feitos acabam esquecidos ou relegados a um público bem específico e restrito. Com essa listinha básica, procuramos colocar alguma luz nesses nomes obscuros e desconhecidos do grande público. Hippies, sambistas, pesquisadoras de cultura indígena, psicodélicas e experimentais. Elas fizeram a cabeça de muita gente na década de 70 e com certeza vão fazer a sua também!


Sônia Santos – Nascida no Rio de Janeiro, mora há décadas nos Estados Unidos e canta até hoje. Lançou dois LPs na década de 70, entre eles “Crioula”, que pode ser conferido abaixo. O estilo é um samba cheio de elegância e com toques de MPB e até bolero.



Tetê Espíndola – Quando se fala em Tetê Espíndola, a maioria se lembra da canção “Escrito nas Estrelas” – claro, lembramos também da voz alta e tão peculiar dela, amada por muitas pessoas e odiada por outras. O que pouca gente sabe é que ela gravou com os irmãos, em 1978, o álbum “Tetê & O Lírio Selvagem”. Mesmo antes de participar da vanguarda musical dos anos 80, ao lado de nomes como Arrigo Barnabé, Tetê já esbanjava experimentalismo (alguns sugerem Kate Bush como influência) e até certa dose de psicodelia. Tudo pode ser conferido nesse clássico do rock rural. 



Joyce – Mais uma carioca na lista. Joyce lançou seu primeiro LP em 1968. Além de cantora, é compositora e multi instrumentista. Experimentou um relativo sucesso durante os anos 70, até o começo dos anos 80. Conta com mais de 30 álbuns em sua discografia e tem duas filhas que também são cantoras (Clara Moreno e Ana Martins) com vários álbuns lançados. No álbum “Passarinho Urbano”, de 1976, Joyce interpreta sambas clássicos e modernos, com uma roupagem minimalista e com sua típica voz orgânica e suave. Destaque para a última faixa, onde Joyce musica o famoso “Poeminho do Contra”, de Mário Quintana.


Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho


Luli e Lucina – Além da música, essa dupla tem uma história e tanto. O álbum escolhido abaixo, de 1979, foi composto no sítio à beira-mar onde moravam na época, em Mangaratiba. A vida era simples, com desapego material e comunitária (o sítio estava sempre cheio de visitas, amigos e moradores temporários), no melhor estilo hippie. Elas acordavam cedo, viam o sol nascer e então compunham melodias – que resultaram neste disco. Na mesma época tiveram uma união a 3 com um fotógrafo, que gerou filhos e durou até a morte do mesmo. Se até hoje esse tipo de relacionamento é tabu, imaginem em plena ditadura militar! Musicalmente, elas criaram mais de mil composições e tem canções interpretadas por Ney Matogrosso e Secos & Molhados. O estilo é uma MPB com melodias e harmonias vocais belíssimas e delicadas, acompanhadas por violão dedilhado e com uma aura de sonho e tranquilidade, que também é expressada muito bem pela capa do álbum.



Olívia Byington – “Corra o Risco” é o primeiro álbum de Olívia. Sua voz (e que voz!), somada à banda de apoio “A Barca do Sol”, remete a grandes nomes do rock progressivo com vocalistas femininas, como Renaissance e Curved Air. As músicas do álbum são compostas por gente de peso, como Jaques Morelembaum, Egberto Gismonti, John Neschling e Astor Piazzola. Os destaques do álbum vão para a faixa de abertura, “Fantasma da Ópera”, e a que encerra o trabalho, “Luz do Tango”, que são as mais poderosas e com  ar de prog rock setentista. Olívia não compõe nem lança discos há alguns anos, mas em 2016 ela lançou um livro chamado “O Que é que Ele Tem?”, onde fala sobre a síndrome rara de seu filho, João. Ah, e ela também é mãe do Gregório Duvivier.



Marlui Miranda – Mais uma artista incrível, que lançou um álbum que se tornou um tesouro obscuro da MPB. Marlui pesquisa, desde a década de 70, por sonoridades de culturas indígenas brasileiras e suas composições incorporam alguns desses elementos. Ela ganhou o Prêmio da Música Brasileira em 2015 e trabalhou com grandes nomes ao longo de sua carreira, inclusive como compositora. No álbum Olho d’Água (1979) o que predomina é a MPB, mas  já é possível notar as inspirações indígenas, tanto nas letras como nos sons. Os arranjos do álbum são de Egberto Gismonti. Ela também gravou álbuns com releituras de músicas sertanejas, de músicas do norte do país e com cantos indígenas, como “IHU – Todos os Sons”, de 1995, com canções de várias tribos.



Cátia de França – E por último, mas não menos importante, a minha preferida dessa lista. “20 Palavras ao Redor do Sol” é o álbum de estreia dessa paraibana e é todo especial, a começar pelas letras, que são compostas sobre poemas de João Cabral de Melo Neto (em obras posteriores ela usou outros grandes nomes da literatura nacional, como Guimarães Rosa, José Lins do Rego e Manoel de Barros). Além de cantora e compositora, Cátia França também é multi instrumentista e toca sanfona, violão, piano, flauta e percussão (ela chegou a ser professora de música por um tempo, antes de se dedicar exclusivamente à composição). Em cerca de 40 anos de carreira, Cátia gravou menos de 10 álbuns. Já trabalhou com Chico Cesar, Sivuca, José Ramalho, Elba Ramalho, Amelinha, Lulu Santos e Jackson do Pandeiro, entre outros. Dona de uma voz forte, segue firme até hoje na carreira musical, como vocês podem ver AQUI. “20 Palavras ao Redor do Sol” é um disco poderoso, com sofisticados arranjos de violões dedilhados e flautas, além de uma rica percussão e da marcante voz de Cátia. Daqueles álbuns para se ouvir a vida toda…


Por: Isabelle Simões 



5 documentários de música para assistir no Netflix

Para os apaixonados em conhecer novos artistas ou redescobrir aqueles artistas que fizeram história na música trouxemos 5 documentários sensacionais que você consegue assistir pelo Netflix. 

I. Can’t stand losing you – sobrevivendo ao The Police


Dirigido por Lauren Lazin e Andy Grieve, o documentário Can’t stand losing you é baseado no livro One Train Later, escrito pelo guitarrista Andy Summers, e conta a trajetória da banda The Police, mostrando o percurso do grupo desde o início da carreira, até o seu fim. Narrado pelo próprio Summers — que sempre andava com a câmera a postos, fotografando tudo de interessante que visse pela frente —, o documentário traz algumas de suas fotos inéditas, mostra os excessos da banda no consumo de drogas e álcool e os problemas acarretados pela guerra de egos entre os integrantes.


II - AMY


Vencedor do Oscar de Melhor Documentário de 2016, Amy conta a história de uma das mais belas e poderosas vozes do mundo, trazendo vídeos e fotos preciosos desde a infância da cantora, além de depoimentos de amigos e familiares. Amy Winehouse teve uma carreira curta, glamourosa, turbulenta e o documentário vai muito além do seu conhecido problema com o consumo de álcool e drogas: mostra o seu relacionamento problemático com Blake Fielder-Civil e com seu pai, que renderam músicas tão maravilhosas quanto perturbadoras; a fragilidade por trás da figura imponente e marcante de Amy, que tantas vezes anunciou em Rehab “I don’t ever want to drink again… I just need a friend.” (Eu não quero beber nunca mais, eu só preciso de um amigo), os problemas com a imprensa, mas, principalmente, o ser humano por trás da celebridade.


III. Buena Vista Social Club


Em 1996, Ry Cooder, guitarrista e produtor musical, vai a Cuba na intenção de reunir músicos veteranos da década de 50 para a gravação de um cd. Deste grupo formado por Ibrahim Ferrer, Omara Portuondo, Rúben González, Compay Segundo, entre outros, sai o disco Buena Vista Social Club (o nome faz referência a uma antiga casa de shows de Havana, fechada nos anos 50). O disco foi premiado com um Grammy, vendeu milhares de cópias no mundo todo e é até hoje o álbum de maior sucesso da música cubana. Dois anos após a gravação, o Diretor Wim Wenders, velho amigo de Ry, volta a Havana para filmar em seu documentário as histórias dos músicos que participaram do projeto. O documentário foi indicado ao Oscar de 2000, concorrendo na categoria de Melhor Documentário, e venceu, na mesma categoria, o prêmio Satellite Awards (2000).

IV. Cauby – começaria tudo outra vez.


No dia 15 de Maio deste ano, aos 85 anos, faleceu Cauby Peixoto, considerado por Elis Regina, Agnaldo Rayol e outros o maior cantor do Brasil. O Documentário com roteiro e direção de Nelson Honeiff foi uma bela homenagem à vida e carreira de Cauby — que pouco falou durante todo o documentário —, abordando temas como sua bissexualidade, sua ida para os Estados Unidos nos anos 50 e algumas parcerias duvidosas, mas sempre com os holofotes virados para a grandeza de Cauby Peixoto.

V. Johnny e June


A cinebiografia Jhonny e June — em inglês Walk the Line —, baseado em seu livro autobiográfico, conta a história do cantor country Johnny Cash, passando pela sua infância conturbada, quando ele só cantava nos campos de algodão, pelo serviço militar, o início de sua carreira em Memphis, Tennessee, quando gravou ao lado de Elvis Presley e Jerry Lee Lewis, até conhecer June Carter, o grande amor da sua vida.
Joaquin Phoenix interpreta o papel de Johnny Cash, personagem que oscila entre sua personalidade bad boy/viciado e bom moço até conquistar o coração de June, interpretada por Reese Witherspoon — papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Oscar e o Globo de Ouro na categoria Comédia/Musical.

14 filmes alternativos para estudar história e atualidades


Que tal curtir alguns filmes que mostram versões alternativas ou mais “críticas” de eventos de história e atualidades? Ou aqueles que analisam a conjuntura brasileira mais de perto, proporcionando um olhar diferenciado para o espectador? Para quem vai fazer ENEM ano que vem é uma boa para ir bem na prova de Ciências Humanas, e, claro, na redação.

No (2012)

O filme conta a história do plebiscito que depôs Augusto Pinochet, em 1988, depois de 15 anos de ditadura no Chile. O filme apresenta os acontecimentos da época a partir do ponto de vista dos organizadores da campanha publicitária do “não”, que buscava influenciar o povo a votar contra a permanência do ditador no poder.





Em nome do pai (1993)

História real de quatro jovens irlandeses presos e acusados, injustamente, de organizar um ataque a bomba em um pub em Londres, sob o comando do IRA (Exército Republicano Irlandês), em 1974.







Quanto vale ou é por quilo? (2005)

O enredo produz uma analogia bastante forte de crítica social, em que compara o antigo comércio de escravos no Brasil à atual exploração da pobreza, usada como marketing de projetos sociais. Um capitão do mato captura uma escrava fugida, grávida, enquanto, nos tempos atuais, uma ONG instala um projeto superfaturado em uma comunidade carente.





A queda! As últimas horas de Hitler (2004)

A partir do ponto de vista da secretária pessoal de Hitler, o filme narra os últimos dias do líder, antes de seu suicídio e a derrota alemã. O relato pessoal da moça traz uma nova visão aos acontecimentos finais do Terceiro Reich e à própria personalidade do führer.






Adeus, Lenin! (2003)

Após um ataque cardíaco que a deixa em coma por vários meses, a mãe de Alexander (Daniel Brühl), seguidora fiel do socialismo na Alemanha Oriental, não vê a queda do muro de Berlim. Quando ela acorda, seu filho decide poupá-la do susto de ver que o regime comunista terminou, para evitar que tenha outro ataque, e faz de tudo para fingir que tudo está como antes.




Persépolis (2007)

Animação baseada no livro de memórias de Marjane Satrapi, Persépolis conta a história da autora durante a infância na Revolução Islâmica no Irã. Filha de pais modernos e cultos, Marjane vê seu mundo mudar completamente com a queda do xá, e acaba enviada ao exterior pelos pais para proteção.






Eles não usam black-tie (1981)

Em 1980, um jovem operário descobre que a namorada está grávida e decidem se casar. Seu pai, antigo militante sindical que fora preso várias vezes durante a ditadura, adere a uma grande greve da categoria metalúrgica. O filho, preocupado com o casamento, acaba furando o movimento e criando conflito com o pai.





 Diários de motocicleta (2004)

O filme conta a história de Che Guevara antes do revolucionário: ainda um jovem estudante de Medicina na década de 1950, decide viajar pela América do Sul, onde testemunha uma série de injustiças sociais que, mais tarde, o levariam a entrar para a luta armada.

Que horas ela volta? (2015)

O mais recente da lista: a empregada doméstica Val (Regina Casé) recebe a filha, vinda de Pernambuco, na casa dos seus patrões em São Paulo. A chegada da moça introduz uma série de questionamentos sobre a posição social das domésticas, a exploração do trabalho e as fortes mudanças sociais que vêm acontecendo no Brasil dos últimos 10 anos.





O som ao redor (2012)

Uma empresa amadora de segurança começa a oferecer seus serviços em um bairro de classe média do Recife, trazendo tanto tranquilidade quanto tensão. Em uma realidade nova, marcada pelos altos muros e a ascensão aquisitiva das classes baixas, passado, presente e violência se entrecruzam na rotina do bairro.





Apocalypse Now (1979)

Na Guerra do Vietnã, um capitão do exército americano recebe a missão de encontrar e matar o comandante das Forças Especiais, Coronel Kurtz (Marlon Brando). O coronel, que aparentemente enlouqueceu, reuniu um exército próprio e escondeu-se no meio das selvas do Camboja.






Barbara (2012)

Uma médica na Alemanha Oriental tenta tirar um visto para sair do país, em 1980. Como punição, ela é transferida para um pequeno hospital no interior do país. Vigiada pela polícia do regime, vista como estrangeira pela população local, Barbara ainda esconde o plano de fugir para outro país.






O labirinto do fauno (2006)

Ao fim da Guerra Civil Espanhola, a família de um oficial fascista muda-se para uma região montanhosa ao norte de Navarra, onde ainda resistem alguns rebeldes. A pequena Ofelia (Ivana Baquero) faz amizade com a cozinheira da casa, que secretamente ajuda os rebeldes. Enquanto isso, descobre um misterioso labirinto de fantasias nos jardins da casa.

O último imperador (1987)

A história do último imperador da China, Aisin-Gioro Puyi, capturado pelos soviéticos na Segunda Guerra Mundial, considerado criminoso de guerra e destituído de sua posição.






9 Vezes que Janet Jackson fez a diferença na Indústria Musical.

Matéria traduzida do site Popcrush.com


I - VIDEOCLIPES 

É frequentemente notado o jeito com que os contemporâneos de Janet, Madonna e Michael Jackson fizeram dos videoclipes um evento no começo dos anos 80. Mas quando Janet lançou clipes para os singles de seu álbum revelação, Control, em 1986, ela demonstrou uma maestria da arte que se tornaria a marca registrada de sua carreira. Desde a coreografia complexa em What Have You Done For Me Lately aos visuais pop-políticos do longa metragem Rhythm Nation em 1989, Janet exibiu um conhecimento e aptidão para performar em videoclipes que cimentariam seu status como ícone pop.



Essa moda continuaria ao longo de sua carreira, na imagem descaradamente sexual do clipe de If, aos detalhes elegantemente executados de Got ‘Til It’s Gone e a festa dançante de desenho animado de All For You. Janet te lembrou que o videoclipe era a plataforma perfeita para um superstar passar sua mensagem, não importa as diferenças entre as músicas.



II - SEXO

Todos nós já lemos muitas opiniões de que as rainhas pop de hoje são tão hipersexualizadas que o Billboard Hot 100 é apenas um slideshow de soft-porn. Mas essa é uma visão limitada e ignora que muitos titãs do pop aceitaram seu lado sexy.


Enquanto a abordagem destemida da Madonna em relação à sexualidade pareceu ter um pico (e quase descarrilhar sua carreira) no Erotica de 1992, o esforço auto-intitulado de Janet em 1993 presenciou Jackson se arriscar no tema do sexo e prosseguir sem nenhum problema para a próxima etapa em sua carreira. Isso pode ter atingido a saturação com as consequências ruins pós-Superbowl em 2004, mas a Janet dos anos 90 mostrou às estrelinhas pop de hoje o manual de como fazer música crescida, embutida de sexo que ainda pudesse ter apelo popular. (Você com certeza sabe que a Christina Aguilera, Britney Spears e Miley Cyrus  tiveram que ouvir If antes de planejar suas transformações sensuais.)

III - TURNÊS CARÍSSIMAS 

O sucesso estrondoso de Rhythm Nation pôs a Janet na estrada para a sua primeira turnê em 1990. A jornada, imaginativamente chamada de Rhythm Nation Tour, se tornaria a turnê de estreia de maior sucesso por qualquer artista, lucrando 28 milhões de dólares de mais de 110 shows. 



Com todas as suas turnês, a Janet ajudou a construir o tipo de espetáculo multi-mídia que hoje é o padrão para a Gaga, P!nk e Britney entre inúmeros outros. De um esquadrão de dançarinos até várias trocas de roupa, a Janet foi uma das primeiras estrelas a recriar o mundo luxuoso de seus videoclipes em um contexto ao vivo. 

IV - COREOGRAFIAS

De shows luxuosos a vídeos chamativos, uma das marcas da Janet logo se tornou a coreografia complexa e instantaneamente icônica, que também lançou as carreiras de coreógrafas famosas como Tina Landon e Paula Abdul. De What Have You Done For Me Lately para frente, a Janet foi pioneira num tipo vigoroso, aparentemente fácil, mas estonteante de fazer passos de dança minuciosamente coreografados.



Vídeos como Rhythm Nation, If, The Pleasure Principle e Together Again mostraram o dom de Janet de trocar seu estilo de dança com facilidade. Escolha qualquer clipe no estilo “grupo de dançarinos atrás de um popstar” dos últimos 15 anos e você verá, logo de cara, a influência de Janet né Britney Spears? 

V - PRODUÇÃO POP

Nos últimos cinco anos o produtor se tornou mais proeminente no pop do que nunca antes. De DJs como o Diplo e o David Guetta ao sucesso continuado de Dr. Luke e Max Martin, as pessoas que mexem nos botõezinhos de controle nas músicas de sucesso têm tanta fama quanto as estrelas que os representam. A Janet entendeu o poder de um bom time de produção em um ponto chave de sua carreira.



Quando ela se reinventou com o charme durão e “da rua” do Control, Janet se amarrou aos colaboradores do Prince (e estrelas por seu próprio mérito), Jimmy Jam e Terry Lewis, para reformular seu som. Valeu a pena, e significou que dos 16 (!) números um do Billboard Hot 100 que Jam e Lewis lançaram, 9 deles vieram de seu trabalho com a Janet. Ela mostrou o poder de se achar um time certo de produção para estender sua visão, e a mágica da colaboração de Janet, Jam e Lewis ajudou a torná-la uma estrela.

VI - ÁLBUNS QUE ERAM VERDADEIROS EVENTOS

Assim que a Janet fez com que o mundo pop realmente a notasse com o sucesso de Control, inédito em sua carreira, ela fez de seus lançamentos de álbuns eventos: de interludes às músicas que não eram singles, cada álbum da Janet era um conjunto de trabalho completo e apenas lançado de alguns em alguns anos. 


Jackson fez de seus álbuns lançamentos de muito sucesso e, bem antes do momento atual onde os singles vêm com um teaser, lyric video, revelação da capa e relançamento de álbuns quase imediatamente, Jackson mostrou o poder de fazer do álbum seu cartão de visita.

VII - CONTRATOS COM GRAVADORAS

Antes do álbum janet., Jackson assinou um contrato com a Virgin Recods que valia 50 milhões de dólares – um valor sem precedentes na época, que depois foi aumentado para 80 milhões no meio dos anos 90 para o lançamento do Velvet Rope. Jackson fez com que o mercado musical pusesse dinheiro em seu trabalho, num gesto que significou o poder da estrela pop de alto calibre. Agora, as gravadoras montam “contratos 360º”, o Jay-Z usa estrelas de nomes fortes para promover o Tidal e as estrelas usam o apelo de suas músicas como moeda de troca em contratos para outros negócios.


Antes de Taylor Swift e Gaga estarem no topo da lista da Forbes de estrelas do pop poderosas, Janet estava mostrando como o mundo musical poderia retribuir aos artistas que lhe renderam tanto dinheiro. 

VIII - FUTUROS ARTISTAS

A influência de Janet foi citada por um grande grupo de artistas pop, e ela até ajudou no começo de algumas cantoras: a Paula Abdul entrou numa carreira de enorme sucesso após a Janet tê-la encorajado a fazê-lo, depois de ter coreografado algumas de suas músicas. A Jennifer Lopez apareceu pela primeira vez nas telinhas no clipe de That’s The Way Love Goes e, frequentemente, cita o estilo próprio de dança da Janet como uma inspiração.



Enquanto isso, a influência visual em cantoras como Britney Spears, Ciara e Zendaya é óbvio. Para falar a verdade, por tanto que falam que a Britney estava supostamente imitando a Madonna, seu estilo de dança e até a transição para uma imagem sensual pareciam muito mais alinhados ao jeito com que Janet deixou sua marca. P!nk, Beyoncé, Kelly Rowland, Justin Timberlake, Rihanna e Lady Gaga citaram, todos, a influência de Jackson neles como estrelas pop, o que mostra a duração e a amplitude de seu impacto no pop, ainda em andamento.


E não são apenas seus contemporâneos pop! Little Dragon, Dev Hynes e How To Dress Well são apenas alguns exemplos de artistas alternativos que mencionam serem fãs do material de Janet, enquanto Poetic Justice de Kendrick Lamar, lançada em 2013, contem um sample de Any Time, Any Place. 

IV - O VOLVET ROPE E ALÉM

Janet já havia aceito sua sexualidade, falado sobre o estado do mundo e se emancipado das pressões familiares em seus álbuns antes do The Velvet Rope. Mas, neste lançamento de 1998, ela mergulhou em assuntos mais pesados e criou um álbum com reviravoltas agora padrões para o R&B “alternativo”. Antes do The Weeknd, FKA Twigs e Kelela serem queridinhos da crítica, a Janet estava explorando a produção inovadora, honestidade brutal e uma visão inalterável.



Do brilho alegre de house-pop de Together Again à abordagem assustadoramente realista de como a internet gera desejos em Empty, este é não só um dos melhores álbuns de Janet, mas também mostrou um caminho ao qual muitos artistas se destinariam, musicalmente, anos depois.